A narrativa mostra um grupo de jovens que não só queria fazer filmes, mas buscava reconhecimento artístico e sucesso comercial; projetava uma indústria, mercado, políticas e instituições nacionais que dessem conta da estruturação das diversas etapas da realização cinematográfica. Cacá Diegues, David Neves, Glauber Rocha, Gustavo Dahl, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos e Paulo César Saraceni formariam o núcleo central do movimento Cinema Novo, ao lado de Roberto Farias, que seguiria caminho próprio, sem estar de todo afastado dos demais cineastas. Tiveram êxito. E pode-se afirmar que inventaram o moderno cinema brasileiro ao retratarem os traços culturais que formam nossa nação, povo, contradições e desigualdades do país. Fizeram história, permaneceram na história e, a respeito deles, muitas histórias foram contadas.

 

“Das redes ao Estado – o capital político no Cinema Novo” apresenta um enfoque novo sobre a conquista dos cineastas: enfatiza a importância de terem integrado “redes sociais” estendidas no tempo e no espaço – brasileiro e internacional – por meio das quais circularam recursos materiais e simbólicos. E destaca o trabalho dos jovens que ocuparam espaços, dirigiram a Embrafilme e influenciam até hoje quem pensa o cinema no país.

Das Redes ao Estado - O Capital Político do Cinema Novo - Luciano Miranda)

R$ 45,00Preço